A NBA abre sua temporada regular em 17 de outubro, e o Brasil chega à nova campanha com mais um nome no circuito da maior liga de basquete do mundo. Trata-se de Ítalo Araújo, de Teresina, que se tornou o primeiro árbitro brasileiro a integrar o quadro principal de arbitragem da competição. Sua estreia já aconteceu: na última quinta-feira (8), ele apitou o confronto de pré-temporada entre Miami Heat e New Orleans Pelicans.
Da quadra universitária ao apito da NBA
Aos 35 anos, Ítalo construiu um caminho pouco convencional até chegar ao posto mais alto da arbitragem do basquete americano. Ele se mudou para os Estados Unidos por meio de um intercâmbio esportivo e, antes de pensar em apitar partidas, trabalhou como treinador de basquete universitário no país. A guinada para a arbitragem veio somente em 2022, quando decidiu testar as próprias habilidades com o apito - um movimento tardio para os padrões da categoria, mas que se mostrou decisivo em sua trajetória.
A pandemia, iniciada em 2020, foi o pano de fundo que o aproximou do ambiente competitivo do basquete nos Estados Unidos, abrindo espaço para que, anos depois, ele migrasse do banco de treinos para o centro da quadra como árbitro.
Ascensão rápida entre WNBA, G League e NBA
A carreira de Ítalo como árbitro começou na WNBA, a liga feminina de basquete norte-americana, ainda em fase de aprendizado da função. Em 2022, ele deu um passo adiante ao estrear na arbitragem da G League, o principal campeonato de desenvolvimento ligado à NBA. Foram quatro anos de aprimoramento constante nessa categoria até que surgisse a oportunidade de atuar na liga principal - um processo que reflete a exigência técnica e física imposta a quem pretende apitar no mais alto nível do basquete mundial.
- Início como treinador universitário nos Estados Unidos
- Estreia na arbitragem em 2022, pela WNBA
- Passagem pela G League no mesmo ano
- Promoção ao quadro principal da NBA após quatro temporadas de desenvolvimento
Mais um brasileiro no mapa da NBA
A chegada de Ítalo Araújo amplia a presença brasileira na liga, que já conta com Gui Santos, do Golden State Warriors, como atleta, e Tiago Splitter, técnico assistente do Chicago Bulls. A diferença é que Ítalo rompe uma barreira específica: nunca um árbitro brasileiro havia alcançado o quadro principal da NBA. O caso reforça um movimento gradual de profissionais do país conquistando espaço em diferentes funções dentro da liga, não apenas como jogadores, mas também na comissão técnica e, agora, na arbitragem - um sinal do crescimento da relação do Brasil com o basquete de elite norte-americano.